O outono iniciou hoje e eu resolvi voltar a escrever aqui…

Durante seis anos, minhas palavras ficaram suspensas no ar, como um suspiro contido antes do impacto. O prazer da dor não é passageiro—ele se imprime na carne, na mente, na alma. E é por isso que estou de volta. Agora, sob a sombra firme de minha Dona, retorno não apenas como quem escreve, mas como quem pertence.

Esse blog sempre foi um reflexo do que pulsa dentro de mim: a necessidade do impacto, do arranhão que arde, do controle que desafia. Mas agora, cada palavra escrita traz o peso de algo ainda mais profundo. Minha pele, minha resistência, meu desejo foram moldados pelas mãos certas. Pelas mãos Dela.

E se hoje estou de volta, é porque cada toque, cada ordem e cada olhar moldaram em mim uma nova versão daquilo que sempre fui: uma gatinha marcada, guiada e profundamente devota.

Então, se vier comigo nesta leitura, saiba que este retorno não é só meu. É o reflexo da coleira que uso, do nome que carrego e do prazer que encontro em me curvar. A sessão recomeça.

Queimem as velas, preparem os instrumentos—o jogo recomeça.

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