Não consigo descrever com palavras a sensação de pertencer a alguém, aquela sensação gostosa e intensa de ser a extensão de outra pessoa.
Quando conheci minha Domme, nunca havia pertencido a ninguém, apesar de já ter tido algumas sessões BDSM com dominadores, eles não chegaram nem perto de me dominar. Eu não achei que Ela fosse me dominar. Me enganei. Em poucos dias eu fechava meus olhos e só via os dEla, A sentia me observando em cada passo meu, minha existência dependia da felicidade dela.
Eu sabia que Ela não era monogâmica, o que eu não sabia era que a tarefa de encontrar outra submissa seria minha, mas essa história eu conto outro dia. Quero chegar no ponto que minha “irmã de coleira” se tornou uma parte importante de mim, quando a Domme a elogiava eu também me sentia elogiada, quando ela era punida eu também me sentia punida. A Domme nos guiava e desenvolvia nossa submissão cada dia mais, tínhamos muitos planos. Mas como tudo que é bom dura pouco, a Domme não pode mais continuar no BDSM por questões pessoais, Ela nos preparou pra sua partida há algum tempo atrás, e a cada dia que passa isso se torna mais real. Essa semana, provavelmente, será nossa despedida.
Eu me sinto perdida, sei que ainda teremos contato e que Ela estará aqui pra mim sempre que for necessário, mas não será mais minha Dona e eu não me vejo pertencendo a alguém que não seja Ela. Tenho a possibilidade de ficar com alguém da confiança Dela, sei que essa é a vontade da minha Dona, mas Ela é tão boa pra mim que não está impondo nada, sabe o quanto esse rompimento está sendo difícil pra mim, não estou perdendo “apenas” minha Domme, estou perdendo também a L, submissa que me completa, que eu escolhi e acertei em cheio, minha irmã, meu espelho.
Uma submissa sem uma (um) dominante não é submissa. Que eu possa escolher o caminho correto a seguir. Fácil não é.